É possível que a pessoa se adapte à sociedade e desfrute do bom que a vida tem a oferecer. Para isso precisa vencer as barreiras do preconceito pessoal e sociocultural
Por Denise Mello
A deficiência intelectual é caracterizada pelo Quociente de Inteligência (QI) inferior à média da população. Com isso, a pessoa sofre limitações na comunicação, adaptação social e dificuldades acadêmicas. A causa pode envolver fatores genéticos e ambientais como, por exemplo, o uso de drogas durante a gestação. Apesar de poder atingir a qualquer família independente da classe social, os especialistas da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (APAE), de São Paulo, aconselham algumas medidas que podem ajudar a prevenir a deficiência:
- Pré-natal adequado ajuda a diagnosticar infecções ou problemas maternos que podem ser tratados antes que o feto seja diretamente afetado;
- Alimentação e hábitos saudáveis ajudam no desenvolvimento adequado do feto;
- O Teste do Pezinho, obrigatório em território nacional e direito do brasileiro, é a maneira mais efetiva de prevenção da deficiência intelectual. Ele deve ser realizado na primeira semana de vida do bebê;
- Manter a vacinação da criança em dia;
- Investir em um ambiente familiar saudável;
- Os pais devem se atentar a segurança dos filhos, evitando assim acidentes na infância que possam desenvolver dificuldades intelectuais;
· Famílias com casos de deficiência existentes, casamentos entre parentes, idade materna avançada, em que existe uma chance maior de Síndrome de Down, devem procurar aconselhamento genético de especialistas;
· Exames pré-nupciais e de compatibilidade antes da gestação podem evitar problemas genéticos.
Mas quando não é possível evitar, a pessoa pode sim conviver em sociedade e se destacar. Segundo Érico Mendonça, psicólogo especialista em Educação Inclusiva para Deficientes Intelectuais pela Universidade de São Paulo (USP), o deficiente intelectual precisa de ajuda para desenvolver seus pontos fortes e o tratamento deve ter essa finalidade, além de prestar apoio psicológico para que ele vença os preconceitos. "A inclusão social é de extrema importância para a qualidade de vida da pessoa, por meio disso, ela vence o autopreconceito e, assim, se prepara para viver em comunidade", afirma.
Além disso, as pessoas com deficiência intelectual têm os mesmos direitos que qualquer outro cidadão e lhes são assegurados pela Constituição Federal, assim têm direito: à vida, liberdade, igualdade, não-discriminação, segurança, educação, saúde, moradia, lazer, previdência social, assistência social, entre outras coisas.
"Hoje associações prestam assistência aos excepcionais e aos familiares, garantindo a eles, desde a defesa de seus direitos a inclusão social. É possível ao paciente ter acesso a cultura, capacitação para o trabalho, ambulatório médico entre outros serviços que ajudam no dia a dia", defende. Mendonça faz questão de lembrar que a expectativa de vida dos deficientes intelectuais também subiu e já está em 60 anos de idade, em média. O intuito dos especialistas da área é chegar, em breve, ao da população normal, que de 72 anos.
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